O presidente islamita egípcio Mohamed Mursi, destituído em julho pelo exército, deverá se apresentar à justiça dia 28 de janeiro para responder por fuga da prisão e morte de oficiais durante a revolta que derrubou em 2011 Hosni Mubarak, indicaram fontes judiciais. Com ele, serão julgados 132 outras pessoas, incluindo 70 membros do movimento islâmico palestino do Hamas e do partido xiita libanês do Hezbollah, estes últimos à revelia. Este é o terceiro caso que Mursi, o primeiro presidente democraticamente eleito do Egito, deverá responder na Justiça. As novas autoridades egípcias alegam que os partidários da Irmandade Muçulmana, à qual pertence Mursi, do Hamas, do Hezbollah e jihadistas atacaram prisões e delegacias de polícia nos primeiros dias da revolta de 2011, matando policiais e ajudando milhares de prisioneiros a escapar.