VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA

Rede de Atendimento e Proteção à Mulher fará manual

Material norteará os encaminhamentos de entidades nos atendimentos

Rodrigo Alves/Imprensa/Câmara
24/07/2019 às 09:58.
Atualizado em 27/04/2022 às 23:06

A reunião aconteceu nesta terça-feira (Davi Negri)

Quarta-feira, 24 de julho de 2019 Integrantes da Rede de Atendimento e Proteção à Mulher se encontraram para conhecer o fluxograma individual de atendimento às mulheres vítimas de violência na cidade. Em processo de construção, o material dará origem a um manual, com a intenção de orientar entidades e população. O encontro ocorreu na manhã desta terça-feira (23), na sala de reuniões do segundo andar do prédio anexo da Câmara. O fluxograma foi uma demanda identificada a partir das reuniões da Rede, coordenada pelo Conselho Municipal da Mulher e Procuradoria Especial da Mulher da Câmara, que tem como procuradora a vereadora Nancy Thame (PSDB) e como procuradora-adjunta a vereadora Adriana Cristina Sgrigneiro Nunes, a Coronel Adriana (CID). O material do fluxograma foi construído em três reuniões, por uma Comissão Especial de Mulheres que compõem a Rede de Atendimento e Proteção à Mulher. Em um primeiro momento, ele norteará os encaminhamentos de várias entidades locais nos casos de atendimento de mulheres vítimas de violência no município. Durante a construção do fluxograma, as integrantes da Comissão identificaram que os ambientes que servem como principal porta de entrada para as mulheres vítimas de violência são as Secretarias Municipais de Saúde (SMS) e de Desenvolvimento Social (Smads). Há, além delas, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a Patrulha 'Maria da Penha', da Guarda Civil, a Polícia Militar, a Defensoria Pública de Piracicaba e o Ministério Público do Estado de São Paulo, além de Secretarias como a Semtre (Trabalho e Renda) e outros organismos que atuam de diferentes maneiras, como o Disque Racismo (156), a Procuradoria Especial da Mulher e o Fórum Municipal Permanente de Empreendedorismo Feminino. "Quando começamos a organizar as ideias e colocá-las no papel, podemos notar os potenciais de ação no município. Uma vez presente em Rede, conseguimos atuar de forma conjunta para fazer a diferença no enfrentamento à violência feminina", disse a vereadora Nancy Thame. Laura Queiroz, presidente do Conselho Municipal da Mulher, lembrou que as discussões sobre o assunto começaram a ganhar força em 8 de março do ano passado, durante a Semana Municipal da Mulher. "É um processo em construção. A Rede tem pouco mais de um ano e agora começa a trabalhar com as temáticas específicas, sendo a construção do fluxograma um novo passo", disse. Para a delegada-titular da DDM (Delegacia da Defesa da Mulher), Monalisa Fernandes, uma das funções do fluxograma é a de auxiliar o público feminino que depende de atendimento nas diferentes áreas. "Muitas vezes, a vítima chega desorientada na DDM ou na Secretaria de Saúde, por exemplo. Em algumas situações, o próprio funcionário não consegue dar uma orientação correta. Essa pessoa acaba percorrendo vários órgãos, até conseguir a ajuda necessária", exemplificou. Segundo Marilda Soares, chefe de gabinete da vereadora Nancy Thame e representante do Conepir e do Centro de Documentação, Cultura e Política Negra, é preciso que as entidades e órgãos públicos se unam para que as discussões avancem. "Existe um momento em que todos os serviços representados, aparentemente separados, se encontram. Logo, toda criação de um fluxograma pressupõe a elaboração de um manual que o preceda, por meio de um trabalho permanente", esclareceu. Conforme Nancy Thame, após a reunião de apresentação do fluxograma, a ideia é que as entidades recebam o material para analisar o que deve ser aprimorado. "Agora, é importante nos fixarmos nas correções e nos acréscimos", disse ela. A Rede de Atendimento e Proteção à Mulher possui um cronograma de reuniões para o segundo semestre, previstas para acontecerem na Câmara em 20 de agosto, 17 de setembro, 15 de outubro, 19 de novembro e 17 de dezembro. Além das entidades citadas, o encontro desta terça-feira teve as presenças de representantes do Coletivo Feminino Marias de Luta, Cras (Centro de Referência de Assistência Social), Catedral Metodista de Piracicaba, Secretaria Municipal de Educação e Centro de Ressocialização Feminino de Piracicaba.

Assuntos Relacionados
Compartilhar
Gazeta de Piracicaba© Copyright 2024Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por